Sobre a Chave de Identificação



Saiba tudo sobre a nossa Chave de Identificação de Plantas


A Chave de Identificação de Plantas da Brasil Bioma é uma ferramenta essencial para qualquer profissional ou estudante da área ambiental, e veio para modernizar a forma com que a Brasil Bioma, junto ao botânico Rodrigo Polisel, disponibiliza a requisitada chave de reconhecimento das famílias e gêneros arbóreos nativos presentes em fitofisionomias abertas e florestais do Brasil.

A chave começou a ser desenvolvida em 2008 por Rodrigo Polisel, que é Biólogo pela USP, Mestre e Doutor em Botânica pela UNICAMP e sócio-fundador da Brasil Bioma.

Nos anos seguintes foi evoluindo com o auxílio e contribuição dos alunos dos cursos de extensão, que utilizam a chave de identificação em seu dia a dia de trabalho e estão sempre contribuindo para melhorias.

Portanto, trata-se de uma ferramenta extremamente lapidada e evoluída, que já passou pelas mãos e avaliação de milhares de profissionais e estudantes da área ambiental.

Agora você pode identificar plantas de forma rápida, precisa e profissional, diretamente do seu smartphone com um acesso à internet.

Para descobrir o nome da planta coletada, basta seguir os passos de nossa chave de identificação de plantas utilizando o aplicativo ou a plataforma online, e com poucos cliques te mostramos todas as informações sobre a família e espécie da planta que você acaba de coletar.

Caso a espécie não esteja especificada no resultado, compare sua coleta com as fotos apresentadas e, ao descobrir a espécie, ainda na página de resultado, envie a foto da sua coleta informando a espécie que acredita que seja. Isso ajudará a enriquecer o nosso banco de dados e crescer com a interatividade de todos.

A Chave já é uma ferramenta incrível na forma impressa/digital.

Agora com a automatização que proporcionamos através desta plataforma e aplicativo, suas buscas ficarão mais ágeis e eficientes.

Trata-se de uma ferramenta única e indispensável para qualquer profissional que atue em campo.

Um investimento baixo que poupará horas de buscas em livros e guias fotográficos e, ao mesmo tempo, trará resultados confiáveis, com as informações mais relevantes para utilizá-la em seu dia a dia de trabalho.

Até mesmo leigos podem começar a utilizar a ferramenta e aprender ao mesmo tempo, já que na maioria dos passos você terá à disposição dicas, explicações e esquemas sobre o que significa e o que exatamente você deve analisar na planta para prosseguir ao próximo passo e, por fim, chegar ao resultado!

Confira abaixo mais informações sobre a nossa Chave de Identificação de Plantas

A Chave de Identificação de Plantas da Brasil Bioma inclui todas as famílias e gêneros arbóreos das diferentes fitofisionomias florestais (DAP ≥ 5 cm) e abertas (p.e. savanas, estepes) (Diâmetro ≥ 5 cm ao nível de 30 cm acima do solo) de diferentes regiões do Brasil.

A mesma foi concebida apenas por caracteres vegetativos, principalmente observáveis nos ramos.

Nossa intenção é que esta ferramenta seja o seu primeiro apoio na identificação de plantas em campo.

Portanto, antes de buscar a identificação em guias fotográficos (p.e.: Árvores Brasileiras), é importante que você reconheça o grupo botânico ao qual o ramo em análise pertence, para então, buscar a identificação nos guias fotográficos mais apropriados para a área geográfica em análise.

Nas primeiras edições do curso de identificação de plantas da Brasil Bioma, esta chave foi elaborada apenas considerando a composição florística do Alto Juquiá (Sub-Bacia do Ribeira do Iguape) (Polisel & Franco 2010).

Com o tempo, atualizamo-na para que fosse possível a inclusão dos elementos da flora que não ocorresse apenas nessa região.

Portanto, esta é uma das primeiras chaves disponíveis aos profissionais da área ambiental essencialmente didática, cujo objetivo seja reconhecer os grupos botânicos arbóreos numa extensa área geográfica.

Ela se encontra em constante atualização para que possamos expandi-la cada vez mais.

Para o caso de haver família com mais de um gênero com diagnoses distintas, a saída dos respectivos gêneros na chave foi incluída.

No caso do gênero ser monoespecífico (ter uma espécie), o binômio completo foi inserido.

Como o propósito da chave é se constituir como um material acessível e didático inicial, não incluímos a saída de todos os gêneros para as famílias mais ricas (Myrtaceae, Lauraceae e Fabaceae).

Apenas a diagnose para se identificá-la em campo.

Sugerimos que a chave seja utilizada com o emprego de ramos adultos e não provenientes de brotações ou regeneração (mudas) (para alguns casos, pode haver certa imprecisão na diagnose morfológica).

Além disso, esta chave deve ser utilizada com cautela para os exemplares da arborização urbana, já que muitas das espécies utilizadas são exóticas e podem não estar consideradas nessa Chave de Identificação.

Nesse caso, incluímos a diagnose correspondente de algumas espécies exóticas (ver a seguir), facilmente confundidas com grupos botânicos nativos incluídos na chave.

Informações gerais:

Legenda da coluna Identificação:

*1 – Elemento de Floresta Ombrófila Densa (Mata Atântica)

*2 – Elemento de Floresta Estacional Semidecidual (Mata Atlântica)

*3 – Elemento de Floresta Ombrófila Mista (Mata Atlântica)

*4 – Elemento de Florestas sobre restingas (Mata Atlântica)

*5 – Elemento de Cerrado. s/n – Ampla distribuição geográfica ao longo dos domínios Mata Atlântica e Cerrado.

Essa classificação representa a abundância e importância florística do respectivo grupo (Família, gênero ou espécie) entre as fitofisionomias da Mata Atlântica e Cerrado.

Legenda da coluna Estágio Sucessional (E.S.):

Estágio sucessional característico, quando adulto, do grupo (Espaços vazios representam grupos botânicos não característicos para a classificação sucessional e, portanto, ocorrem indistintamente ao longo da série sucessional)

I: Inicial;

M: Médio;

A: Avançado

A classificação do estágio sucessional não foi utilizada para os gêneros/famílias tipicamente encontrados no Cerrado.

Ex: mesma diagnose para a espécie exótica (ou nativa não-regional com *) numerada abaixo:

Ex1 – Archontophoenix cunninghamiana (palmeira-seafórtia, palmeira-australiana)

Ex2 – Spathodea campanulata (espatódea), Tecoma stans (ipê-de-jardim), Tipuana tipu (tipuana)

Ex3 – Jacaranda mimosifolia (jacarandá-mimoso)

Ex4 – Psidium guajava (goiabeira)

Ex5 – Hovenia dulcis (uva-japonesa)

Ex6 – Leucaena leucocephala (leucena)

Ex7 – Ligustrum lucidum (alfineiro)

Ex8 – Euphorbia cotinifolia (leiteiro)

Ex9 – Pittosporum undulatum (pé-de-incenso)

Ex10 – Dodonaea viscosa (dodonea)

Ex11 – Persea americana (abacateiro) / Ex12 – Morus nigra (amoreira)

Ex13 – Swietenia macrophylla (mogno)*

Ex14 – Muntingia calabura (calabura)

Ex15 – Malpighia glabra (pé-de-acerola)

Ex16 – Theobroma cacao (pé-de-cacau)*

Ex17 – Artocarpus heterophyllus (jaqueira)

Ex18 – Albizia procera (albízia)

Ex19 – Murraya paniculata (murta)

Ex20 – Caesalpinia pluviosa (sibipiruna)*

Ex21 – Caesalpinia echinata (pau-brasil)*

Ex22 – Artocarpus incisa (fruta-pão)

Ex23 – Bauhinia variegata (pata-de-vaca)

Ex24 – Ficus spp. (fícus ou falsa-seringueira)

Ex25 – Grevillea robusta (grevílea)

Ex26 – Syzygium spp. (jambolão)

Ex27 – Eriobotrya japonica (nespereira)

Ex28 – Mangifera indica (mangueira)

Ex29 – Melia azedarach (santa-bárbara)

Ex30 – Plumeria rubra (jasmin-manga)

Ex31 – Schefflera actinophylla (schefflera)

Ex32 – Terminalia catappa (chapéu-de-sol)

Ex33 – Lagerstroemia indica (resedá)

Ex34 – Malvaviscus arboreus (hibisco)

Ex35 – Citrus spp. (cítrico)

Ex36 – Crescentia cujete (cuieira)*

Ex37 – Delonix regia (flamboyant) * nativa não-regional

Rodrigo Polisel

Biólogo (USP), Mestre (UNICAMP) e Doutor em Botânica, atualmente atua como taxonomista de campo, consultor ambiental, professor universitário e professor nos cursos de extensão da Brasil Bioma, incluindo o curso on-line O Segredo da Identificação de Plantas.

É o idealizador e autor da Chave de Identificação de Plantas da Brasil Bioma, que iniciou em 2007 e desde então vem evoluindo com constantes atualizações e expansão.

Olá, eu sou Rodrigo Polisel, botânico, idealizador e autor da Chave de Identificação de Plantas da Brasil Bioma.

Essa chave é um projeto de uma vida!

Para entender como minha chave de identificação caminhou para se tornar a referência que é hoje no Brasil, é importante começar contando lá de trás.

Meu avô cultivava e comercializava mudas na cidade de Sorocaba e região, e herdei dele esse gosto pelas plantas, a facilidade em lidar com elas e guardar seus nomes.

Em 2004, me formei em Biologia na USP, sendo o primeiro membro da minha família a cursar uma universidade pública.

Meu estágio em Microbiologia não durou nem uma semana e me levou a procurar uma vaga no Instituto Florestal do Estado de São Paulo (IFSP). Lá iniciei no setor de sementes.

Uma amiga me apresentou a outro setor, o de Ecologia Florestal.

De lá não saí mais!

Encontrei pessoas fabulosas que fizeram eu “me encontrar” profissionalmente.

Se meu avô passou o gosto pelas plantas, a equipe da Ecologia Florestal passou-me o gosto pela taxonomia de campo!

Meus grandes mestres e amigos, Dra. Natalia Ivanauskas e Ms. Geraldo Franco, precisaram de muita paciência no começo.

E eu, em contrapartida, precisei de muitos dias dentro do herbário.

Queria saber identificar as espécies como eles, usando só características vegetativas e produzir grandes listas em apenas uma caminhada na mata.

Não foi fácil!

Tudo parecia a mesma coisa no início.

Num dado dia, tive a ideia de perguntar ao meu orientador, Geraldo, se poderia coletar umas plantas na chácara do meu pai para treinar a identificação.

O meu orientador, sempre muito solicito, aceitou!

Todo feliz, naquele final de ano, pedi de presente no amigo secreto tradicional da família um podão!

Sim, um podão, para espanto de todos. Muitos nem sabiam do que se tratava.

Ganhei o “podão” e o levei na viagem de férias de fim de ano para São Vicente, litoral de São Paulo.

Resolvi estreá-lo no Orquidário de Santos.

Ao tentar acessar o local, munido do meu podão, fui obviamente barrado pela segurança do local.

Não sabia, até aquele momento, que coletas em áreas de proteção e conservação eram proibidas.

Fiquei chateado mas prometi a mim mesmo que um dia voltaria lá!

Depois de 2 semanas, fui então à chácara de meu pai e iniciei coletas nas matas adjacentes à propriedade da família, pertencentes a parentes e vizinhos de longa data.

Coletei enormes sacos, repleto de centenas de “espécies” diferentes!

Quis tomar este cuidado de não coletar nada repetido.

Para minha surpresa e decepção, ao chegar ao IFSP, meu orientador disse que praticamente mais da metade das coletas eram espécies repetidas. Fiquei tenso, mas ele rapidamente me tranquilizou, disse que era assim mesmo no começo, e não desanimei.

Nos finais de semanas seguintes retornei à chácara e realizei novas coletas, tomando cuidado redobrado.

Durante as férias da faculdade, eu priorizava as idas a campo.

Com a ajuda e paciência dele, fui aprendendo a “morfotipar” as espécies usando características vegetativas além das reprodutivas.

Nem tudo que coletava tinha flor e fruto!

Além do meu orientador, buscava informações em guias ilustrados e internet, mas me sentia ainda perdido.

E foi neste momento que tive a ideia que, na época, parecia algo completamente despretensioso, mas se tornaria a nossa Chave de Identificação de Plantas atual após alguns anos de evolução.

Já conhecia algumas chaves baseadas em caracteres reprodutivos (flor e fruto), mas não achava uma de vegetativos para a região da chácara do meu pai.

Resolvi então iniciar a construção de uma e pedi ajuda, novamente, ao Ms. Geraldo e à Dra. Natália.

Eles aceitaram ajudar e contribuir com sugestões.

Esta foi a minha tarefa das horas vagas seguintes e uma pesquisa que comecei a realizar em paralelo com a minha Iniciação Científica.

Seguindo o ramo do meu avô, fundei em 2005 o Viveiro Maria Tereza, nome em homenagem às minhas duas avós.

Através dele, tive a oportunidade de iniciar o oferecimento de pequenas palestras em eventos de Descidas Ecológicas organizadas em empresa de rafting e iniciativas de plantios.

Numa dada ida à chácara, um integrante de uma ONG da região foi ao local adquirir mudas.

Ao chegar lá, viu que existia um enorme potencial de usá-lo para ministrar um curso para integrantes de ONGs de conservação e interessados em Botânica, e eu poderia dividir os meus conhecimentos adquiridos ao longo do estágio.

Foi nesta conversa despretensiosa que surgiu a primeira edição do Curso de Identificação em Campo das Famílias Botânicas da Mata Atlântica, em janeiro de 2008, ainda durante a minha graduação.

Nunca tinha dado um curso na vida.

No máximo havia participado de apresentações de trabalhos científicos em congressos e pequenas palestras.

Pedi ajuda a duas amigas do estágio no IFSP e realizamos esta empreitada.

E o curso foi um sucesso!

Com o tempo, estas duas amigas não puderam mais integrar a equipe, e dois colegas da faculdade passaram a encabeçar junto comigo nesta temática e as demais que surgiram com a nossa dedicação, que já somam várias edições em 9 anos.

Surge, assim, a empresa Brasil Bioma Estudos Ambientais em 2012, uma empresa especializada em Cursos de Extensão em Botânica (www.brasilbioma.com.br).

E a chave de identificação de plantas, que comecei a desenvolver no estágio, veio evoluindo juntamente comigo e a cada edição dos cursos.

De 70 passos e uma chave única em 2007, agora ela se desmembrou em 7 sub-chaves com mais de 400 passos no total, e não para de evoluir.

Engloba hoje todas as fitofisionomias do país.

Sabe aquela sua meta profissional, um projeto que você tem interesse em fazê-lo com excelência, que você se dedica muito e sempre após revê-lo, avalia que precisa de uma mudança ou outra?

Assim é a chave para mim, e por isso não vou parar de aprimorá-la nunca, e agora com esta ferramenta on-line, onde automatizamos o processo de identificação para facilitar o seu dia a dia em campo, conseguiremos evoluí-la cada vez mais com o auxílio e contribuição dos membros.

Participe você também. Tenha a sua disposição a Chave de Identificação da Brasil Bioma.

A Chave de Identificação de Plantas da Brasil Bioma é utilizada, atualmente, por centenas de profissionais e estudantes das áreas de Biologia, Engenharia Florestal, Botânica, Agronomia, Paisagismo e demais vertentes de estudo e atuação com o meio ambiente e, especificamente, as plantas.

Analistas do IBAMA, CETESB, Polícias Ambientais, Secretarias de Meio Ambiente e profissionais altamente qualificados em órgãos e empresas atuam diariamente executando suas tarefas em campo utilizando a nossa chave.

Amantes da natureza, profissionais e estudantes de outras áreas como arquitetura, engenharia e medicina também utilizam-na para fazer suas identificações de plantas (neste caso, é recomendável fazer o curso O Segredo da Identificação de Plantas para facilitar o uso da ferramenta).

Confira fotos de turmas com alunos que passaram pelos cursos da Brasil Bioma:

Chave de Identificação de Plantas alunos Rodrigo Polisel Chave de Identificação de Plantas alunos Brasil Bioma Chave de Identificação de Plantas participantes do curso Chave de Identificação de Plantas alunos Cursos da Brasil Bioma Cursos Brasil Bioma